De um sítio muito afastado do lar, mas que cresce em mim como progressivamente mais familiar, penso em como tudo muda tão depressa nos dias que nos cercam.
Ainda recordo as tardes passadas nos campos da minha infância, quando procurava por trilhos de formigas e as mãos sentiam a frescura das azedas no sol matinal.
A adolescência, polvilhada de paixões sempre dramáticas e discussões com quem mandava, foi tempo de horas passadas nos cantos da escola à espera de luzes sobre o caminho a seguir.
E os primeiros tempos de adultez... noites, liberdades, sensações e esboços de compromissos prometidos como definitivos que nunca o foram.
Mas nunca, quando mais se previam tempos de rotina e ausência de novos objectivos, vi o mundo e as pessoas mudarem tanto.
Surpresas - nem todas desagradáveis - surgem diariamente, edifícios em que acreditámos balançam ao som das concertações sociais, pessoas que se pensavam num percurso são abaladas por tensões e pulsões inesperadas...
Como mudou o mundo, como mudámos nós que nele sentimos e vivemos.
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Tensões e pulsões
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