Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Uma época atípica

Quem andou na rua nos últimos dias de um 2011 que suspira os seus últimos ares, terá percebido algumas diferenças relativamente a anos antecedentes. Montras cheias de promoções antes do seu tempo, supermercados com imenso material para escoar, pessoas a passear por ruas e avenidas pouco alusivas à época natalícia mas... pouco consumo.

Nunca foi tão fácil aceder àquilo que se quis numa altura do ano em que, cumprindo com o seu destino de "compradores de última hora", os portugueses esvaziavam as prateleiras dos produtos da moda. Ainda no último ano passei pela pequena odisseia de tentar encontrar uma marca de brinquedo para o meu filho, com visita a 6 grandes superfícies comerciais e 3 papelarias até encontrar algo próximo do que constava na carta escrita ao senhor da Lapónia.

Um aspecto que se destacou foi o amadurecimento da publicidade de descontos, patrocinados por marcas que bombardearam os correios electrónicos com promoções incríveis. Infelizmente, demasiado... revista semanal publicou uma reportagem na qual deu conta de que tais marcas de descontos efectuam as suas promoções sem considerar a real capacidade dos "fornecedores" que com elas comtratualizam tais acções, resultando na incapacidade para dar resposta aos clientes.

Bom, se fosse pessimista diria que as repercussões deste período festivo austero (para os que consomem) e fracassado (para os que vendem) ainda estarão por vir. Mas fico-me apenas por reconhecer que não consigo prever nada do que vai ser o Natal daqui a um ano... Que seja melhor do que este, é o desejo sincero dos porreiros para todos vós!

1 comentários:

jmf disse...

... mais 1 avanço dos chinas a terminar este ano, a democracia a ceder à oriental moeda, os alemães a supervisionar o global avanço do país do sol nascente neste recanto endividado... o ocidente luso afunda-se na enorme plataforma marítima que afinal de nada serve...antevejo que não haverá mais quadra natalícia nos próximos anos a menos que tenham ido ás ilhas caimão depositar os euros enquanto estes existirem por cá,,,