Até há pouco tempo quase passou despercebida a chegada do Natal, ao encontro do qual as comunidades habitualmente confluíam na ânsia do consumo. O aproximar do evento parecia ofuscado pelas notícias que fragilizam qualquer optimismo. Não há entusiasmo que sobreviva a uma situação desemprego, à miséria súbita e à negra previsão da redução dos salários disponíveis.
A angústia do caminho difícil que as famílias portuguesas estão a atravessar dificilmente se coaduna com as decorações próprias da época, também elas em regime de contenção, e parece alhear-se do tempo novo que a festividade procura celebrar.Que este seja de facto o tempo da esperança por um mundo novo que urge promover e de lembrança por outros tempos iguais ou ainda mais difíceis ultrapassados para chegarmos até aqui. Um tempo ainda mais próximo do melhor que falta vir.
Domingo, 11 de Dezembro de 2011
O advento
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