Almoçava quando me apercebi, por entre gritos de alegria vindos da tv, da notícia do resgate dos seis sobreviventes de uma embarcação de pesca desaparecida há mais de três dias.
Com a surpresa, partilhei daquela alegria, pois ainda na véspera pressentira mais uma tragédia para a bonita terra piscatória das Caxinas que conheci tão bem. As famílias dos pescadores que aguardavam por um milagre choravam agora de alegria por saberem que os tripulantes do Virgem do Sameiro, localizados por um feliz acaso, haviam sido resgatados, com todo a competência, a 12 milhas da costa a norte do cabo Mondego.
Foi como um sinal de esperança para um povo reproduzida no sofrimento e na coragem daqueles homens há tantas horas numa pequena balsa perdida no mar alterado Fez-me pensar na eterna ligação ao mar que persiste no nosso quotidiano e no quão precioso é todo o investimento que possamos fazer para continuarmos a manter essa ligação que nos diferencia dos demais.
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