A propósito da publicação neste blog de um texto recente sobre o drama grego - e europeu -, um leitor entendeu estarmos a "noticiar o noticiado". Tal questão despertou nos porreiros a necessidade de reflectir sobre o que será "original" na criação artística, filosófica ou social.
Como em tudo, também as tendências sociais para a valorização do conformismo ou para o destaque da individualidade se vão intercalando. Nuns tempos quer-se ver o povo com uma identidade e desígnio comuns, partilhada por todos e em todos representada. Noutros tempos busca-se pela distinção entre cada elemento do tecido societário, invejando aquilo que torna o "outro" diferente mesmo que tal diferença não se balize no bom senso.
Nós, porreiros, sentimos gozo em escrever, fotografar, estilizar... mas não somos consumidos por ilusões de que somos "originais". Aceitamos com prazer a dádiva do que nos rodeia - livros, imagens, memórias, notícias, opiniões, etc, etc - e pretendemos polvilhá-la de crítica e bom-senso.
Afinal, prometemos na primeira mensagem publicada nesta blogosfera "trabalhar para a dignificação pessoal e social. À margem dos caminhos estabelecidos, mas navegando pelos mesmos mares, pretendemos fazer ouvir a nossa voz, bem alto...".
Se, no percurso que se trilhou até este chuvoso Novembro, navegámos por tais correntes mas não naufragámos na desistência nem perdemos o ímpeto de continuar a publicar o que nos vai na alma sobre o que vemos, podemos não conseguir ser "originais" mas seremos nós.
E essa liberdade é muito saborosa, que os nossos leitores e comentadores também a sintam!
Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
Quando é que se é "original"?
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1 comentários:
...que me lembre não plagiaram nada nem ninguém, pelo que falar sobre o que ora acontece na Grécia e´quase comum a toda a nossa sensibilidade de que somos os próximos na queda que se aproxima.
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