Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

Orçamento 2012 - Poupança

Os últimos anos foram férteis no estímulo ao consumo: dos cartões de crédito não solicitados que os bancos amavelmente nos enviaram pelo correio à incansável publicidade a Cetelem's e afins, muito se fez para estimular a aquisição do necessário e do desnecessário.

No entanto, tempos mais recentes deram notícias de um aumento do crédito mal-parado, falta de liquidez e manobras de venda de créditos a empresas especializadas na recuperação de dinheiro "perdido". Uma boa notícia: alguns portugueses (re)começaram a poupar. Não falo dos que têm mais dinheiro que podem gastar e, portanto, apenas não gastam o remanescente, mas sim dos que optaram por estudar as ofertas disponíveis - dos certificados de aforro às contas poupança-reforma - para aí depositar a médio/longo prazo os seus esforçados rendimentos com prejuízo da cedência ao hedonismo consumista.

Num momento em que Banca e Estado se debatem, tanto ao nível nacional como europeu, para fugir à responsabilidade pela capitalização bancária e consequentemente, empresarial, que falta fará aos nossos banqueiros o dinheiro que:
- se poupou e terá de ser retirado para fazer face às despesas correntes;
- não se poupará, pela falta de "folga".

1 comentários:

Anónimo disse...

...remeto-vos para "as farpas" em que em 1872 Eça de Queiróz nos descrevia como eram a Grécia e Portugal de então nos aspectos político, social, económico... tal qual o que ora se passa... iguaizinhos como gémeos !...