Conta-me como foi, conta-me como era!
Saudades do tempo em que as férias na praia tinham outro sabor e outra cor…
Quem não se lembra de chegarmos à praia bem cedo, sentir o cheiro a maresia, assistir aos preparativos dos banheiros em armar as barracas e os toldos, aquelas famosas barracas de lona às riscas amarelas, encarnadas, verdes e azuis, as cores tradicionais de um país à beira-mar, memórias de uma época que nos deixou imagens gravadas na nossa memória…
Saudades do tempo em que as férias na praia tinham outro sabor e outra cor…
Quem não se lembra de chegarmos à praia bem cedo, sentir o cheiro a maresia, assistir aos preparativos dos banheiros em armar as barracas e os toldos, aquelas famosas barracas de lona às riscas amarelas, encarnadas, verdes e azuis, as cores tradicionais de um país à beira-mar, memórias de uma época que nos deixou imagens gravadas na nossa memória…
Recordo aquela senhora dos bolos, anafada e tisnada pelo sol escaldante que calcorreava o extenso areal cantarolando “olha a bolinha”, trazia consigo uma caixa de madeira com tabuleiros em alumínio onde se aconchegavam filas de bolas de Berlim com e sem creme, pastéis de nata, mil folhas e bolos de arroz. Mas o mais desejado era a bola de Berlim bem recheada de creme e toda revestida de açúcar que nos deixava completamente lambuzados…E os gelados?
Sim, também passava o senhor dos gelados, que trauteava “olha o rajá”, “olá fresquinho”, frases mágicas que ansiávamos ouvir na esperança das nossas mães nos comprarem um gelado.
Brincadeiras? Muitas e várias, o jogo do prego, a cabra-cega, o jogo do lenço, os baldes, pás e o inesquecível moinho de água, grandes e criativas construções de areia decoradas com conchinhas, búzios e algas!
Hoje, observo as idas à praia e de tudo isto apenas resta a bola de Berlim, agora sem creme devido às regras da EU e acondicionada numa mala térmica, as barracas e toldos deram lugar a uns “sombreros” de palhinha a fazer lembrar as terras “caribeñas” e os jogos tradicionais substituídos por jogos dos chineses ou da loja dos 300.
Mudaram-se as paisagens e os hábitos, perderam-se as tradições, restam as memórias…
Brincadeiras? Muitas e várias, o jogo do prego, a cabra-cega, o jogo do lenço, os baldes, pás e o inesquecível moinho de água, grandes e criativas construções de areia decoradas com conchinhas, búzios e algas!
Hoje, observo as idas à praia e de tudo isto apenas resta a bola de Berlim, agora sem creme devido às regras da EU e acondicionada numa mala térmica, as barracas e toldos deram lugar a uns “sombreros” de palhinha a fazer lembrar as terras “caribeñas” e os jogos tradicionais substituídos por jogos dos chineses ou da loja dos 300.
Mudaram-se as paisagens e os hábitos, perderam-se as tradições, restam as memórias…
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